quarta-feira, 30 de junho de 2010

Dos meus bolsos.

Tentaram me render ao sono.
Para enterrar e me esconder
Podaram lhe as cabeças.
Em contos perdidos.
Os quais deixei sem final

Fugi do clube.
Matei a mim mesmo.
Rasguei cartas e R.G
Corri sem mais, nem porques.

Me dividi entre
pontos e virgulas
todas erradas.
Fiz sem ser.

Sem sentido
Na areia do mar.
Consegui descansar.
Sem enxergar.

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Plantei poeira em meus jardins desertos.
Enraizeis cabeças de vento em terras férteis.
Gritei e esperei respostas de ecos mudos.
Tentaram meus sonhos roubar.

Dos meus bolsos furados, levaram todo o ar
Nao conseguia mais falar, ao pensar...

Queriam meus sonhos.
Atrapalhavam meus sonos.
Sem nenhum tipo de razão.
Uma crença maldita.

De tudo que passou
De tudo que restou

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Não posso voltar
Coiotes famintos a esperar
Loucos pelo delirio
Famintos, segue-se o instinto

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