quinta-feira, 29 de julho de 2010

Exorcismo, terapia, sessão psiquiatrica, vudu, macumba, poker, truco, conhaque e futebol aos domingos.
Nada funciona.

Carrego corpos no porta malas.
Aposto sempre no mais fraco.
Tenho fé na raiva.
Sempre trombo os mesmos fantasmas.
Com o mesmo papo, só muda o sujeito.

O espectador sou eu.
O espectro é você.

domingo, 25 de julho de 2010

Aguarde sua senha.

Com os dedos cheios de limbo
O corpo completo em lama.
Defronte um espelho d`agua
Ve seu proprio rosto a escorrer.

O pensamente de não ter o que fazer.
Toma conta de todos.
Não nos deixam sonhar...
Não nos deixam sonhar...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Na sarjeta

Construi um sobrado na sarjeta.
Levei meu sofá, ganhei uma sobremesa.
Uma vara de pesca e uma luneta.

Da varanda pesquei nas corredeiras bueiro abaixo.
Usei de isca tolices
Fisguei falsas e momentaneas esperanças.
Joguei aos céus.

Decorei os comodos com rascunhos e jornais velhos.
Pesquisei das piores as menores.

Sonhei, acordei e anotei.
Meses atras...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Uma nova postagem de um velho tema.

Abrir os olhos e não conseguir levantar.
A mesma eterna sede sem cessar.
Já amanheceu mais uma vez.

Repetido o pensamento sem parar.
A ordem era correr no ritmo
que a musica nos faz dançar...

Café e mais café
Palavras de ordem
pixadas no muro...

Em mim o que é seu.
Nunca vai mudar...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sua mensagem nao pode ser entregue.

Não se encontra de nenhum modo.
Não aparece em nenhum lugar.

E eu corro.
Grito.
As vezes tenho sorte.

Mas sempre enjoo.
As moedas nos meus bolsos...
não condiz com meus valores.

Palavras repetidas soam medíocres.
Temas repetidos completam ciclos de horas erradas.

Sentimentos repetidos sendo repetitivos
Ainda conseguem acabar comigo.