quarta-feira, 30 de junho de 2010

Dos meus bolsos.

Tentaram me render ao sono.
Para enterrar e me esconder
Podaram lhe as cabeças.
Em contos perdidos.
Os quais deixei sem final

Fugi do clube.
Matei a mim mesmo.
Rasguei cartas e R.G
Corri sem mais, nem porques.

Me dividi entre
pontos e virgulas
todas erradas.
Fiz sem ser.

Sem sentido
Na areia do mar.
Consegui descansar.
Sem enxergar.

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Plantei poeira em meus jardins desertos.
Enraizeis cabeças de vento em terras férteis.
Gritei e esperei respostas de ecos mudos.
Tentaram meus sonhos roubar.

Dos meus bolsos furados, levaram todo o ar
Nao conseguia mais falar, ao pensar...

Queriam meus sonhos.
Atrapalhavam meus sonos.
Sem nenhum tipo de razão.
Uma crença maldita.

De tudo que passou
De tudo que restou

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Não posso voltar
Coiotes famintos a esperar
Loucos pelo delirio
Famintos, segue-se o instinto

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Quase 6 meses sem durmir...

Entre outras tantas,
beleza na sua clareza
Paixão na sua excessão
Entre tantas outras...

Eticamente no errado
No errado o mais popular.

Um brinde as noites sujas.


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E se esvai a noite
Em um quarto escuro
O neon deixa de brilhar
A vida há de se esquecer

Senta, disfarça e chora.
Cartola na janela.
Pra ver a banda passar...


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Descobre-se nas estradas
Marca o chão
E se disfarça com o tempo.

Penso apenas em pensamento
Que pena
Que pouco
Que não se seja...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Nos vicios dos vicios

2 garrafas por dia, sempre em prontidão.
Não importa por onde andas ou em qual estas.
Café.

Alguns tragos esporadicamente, mas sem perder o ritmo.
Respiração profunda, principalmente na neblina de noites frias.
Fumaça.

Traços para rabiscos, nem sempre entendidos.
É só pra quem é. Só pra quem tá.
Graf.

A idéia era outra.
A constancia de sair do real,
chega a dar inveja aos fracos e cansados.
A abstração e a invençao genealógica nem se fale.

A música marca o giro da roda.
Pra tragar, desenhar, viajar, caminhar.

Perdi a carona.
A escrita está enraizada em encostos
petrificados pela insistencia arcaica de
modos sociais....

domingo, 6 de junho de 2010

Jovens querendo crescer.
Velhos já sem ter o que fazer.

Já faz tempo, que nao nos deixam.
Em paz, sonhar.

A paisagem escorre pelo tempo
e parado sem se apressar.

Se-vai.