domingo, 30 de maio de 2010

Ao entregar os pontos.

Levante-se e saía da mesa.
Sem pedir licença.
Não há grande espanto.
A tolice reina e dança com a ignorancia.

Desconsidere minha postura.
Aprendi a ignorar, com o la fora me concentrar.

Não abra discussão, sem saber a ordem gramatical da frase toda.
Diferença da poesia da prosa.

Sem discursos. Por favor.
São tantas as coisas que deixamos de fazer.
Somos culpados por nada.


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sábado, 29 de maio de 2010

e agora?
o que será depois de ontem...
ou de hoje.
já nao sei, não vejo a diferença.
me sinto preso no intervalo
a tela se encontra preta
e há um zunido de fundo.

procuro no vão
as parcerias
as boas frases
e poesias.

domingo, 23 de maio de 2010

Entre bêbadas cançoes

No fio da sarjeta.
Equilibrando trocados
para o dia seguinte.

Jogando garrafas
ao som do vento.

Onde o vento para.
A gente inventa,
dança e canta.

Sem treta com a encanaçao
das palavras e ponto.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A procura do som

A carne é fraca
A cabeça é dura.
O dia se faz lembrar
A noite se faz, fazer.

Cada vez um pouco de dor
Um tanto de sou.

Certeza do que se fazer,
acompanhado do não poder.
Dúvida do que não se ater,
sempre cheio do querer.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

fim de serviço

soa paixão
mesmo fora do tom.

sábado, 1 de maio de 2010

novas palavras.

inventadas na estrada
na caminhada para o nada
palavras parafraseadas.

aceitaria uma xícara.
de ideia com os maluco.
sozinho no absoluto.

fazendo do céu estrelado
nossa casa.
aberta a convidados
bem intencionados.

sem sono
continuo deitado

boas lonjuras...

andando sempre por lugares indevidos,
nas ruas mais sujas.
o ser humano, e seu rastro...

me apaixonando sempre,
pela pessoa errada,
no nome que mais convem a alma.

mais uma noite suja,
incompleta, a sede eterna pede.

insaciavel na bebida, na fumaça
nas parcerias e as vezes nas palavras.
quando se faz valer.

quando se faz matar a sede.