Dino sempre ouvia vozes do além, sempre lhe diziam o que fazer.
Até seu nome ele trocava graças aos conselhos trasncedentais e transdimensionais.
Queria ser escritor. Mesmo cheio de preguiça e ausente no vocabulario que devia ser um tanto extenso para fazer a dança do maxixe em seus textos que não saiam de sua cabeça.
A cachaça fazia companhia, vila velha, ipioca, o grande e velho barreiro.
Ultimamente dino anda triste, não tem mais conversas com outras vidas...
A cachaça não tá cumprindo seu papel de conexao. Pensa na cola, a qual tiraram o benzeno, agora nao mata mais, da pra cheirar sem receio...
Caído em um canto escuro, lembra ou imagina lembrar de uma mulher que conheceu em uma orgia psicodelica. Não bota fé se foi real. Não imagina o que possa ter feito.
Não ouve mais vozes. Não tem mais contato e o corpo soa alcool...
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